A poetisa Cecília Meireles


BIOGRAFIA DE CECÍLIA MEIRELES, texto desenvolvidos pelos alunos do 5º ano, 2009.


     Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901. O começo da sua vida foi marcado por situações difíceis. Seu pai, Carlos Alberto, morreu 3 meses antes dela nascer e sua mãe, Matilde, faleceu quando ela tinha 3 anos. Mas ela não ficou sozinha, ela tinha uma avó muito especial chamada Jacinta. Vovó Jacinta adorava a neta, vivia cantarolando cantigas antigas e falando ditados populares para a Cecilinha. Havia também a Pedrina, que era a babá da Cecília.


     Pedrina sabia muitas histórias do saci pererê e da mula-sem-cabeça. Na casa de Cecília havia um quintal. Quintal tem sempre passarinhos, um galo serelepe, uma pata com seus patinhos...


     Na casa havia um mundo encantado: o mundo dos livros!


     Cecília já gostava dos livros antes mesmo de aprender a ler. Gostava de brincar com os livros, inventava histórias e músicas para divertir as suas bonecas. Escreveu o seu primeiro poema aos 9 anos. Cecília era uma ótima aluna, até ganhou uma medalha de ouro das mãos do poeta Olavo Bilac.


     Aos 16 anos Cecília já era professora e aos 18, já havia lançado o seu primeiro livro de poesia: “Espectros”. Um dia perguntaram para a Cecília, qual era o seu escritor preferido. Ela respondeu que gostava de todos os escritores que escreviam bem. Mas Cecília gostava de um livro que ela julgava especial: O DICIONÁRIO!


     Além de escritora, professora, educadora, Cecília também foi jornalista. Casou-se com o artista plástico português Fernando Correa Dias. Seu marido, Fernando, seria o ilustrador de futuras obras da poetisa e pai de suas três filhas, três Marias: Elvira, Matilde e Fernanda.


     Em 1934, com o marido, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo. Isso prova o seu grande amor pelas crianças e pelos livros.


     Ela foi convidada pelo governo indiano a participar de um simpósio sobre a obra de Gandhi. Cecília, que desde a adolescência vivia o fascínio pela cultura oriental, extravasa em sua poesia, a experiência vivida na viagem à Índia. Nascem os POEMAS ESCRITOS NA ÍNDIA, parte das crônicas-evocações que irão compor GIROFLÊ-GIROFLÁ e a ELEGIA A GANDHI, hoje traduzida para inúmeras línguas. Antes de voltar ao Brasil, passa pela Itália. Surgem os POEMAS ITALIANOS.


     Seguem-se, ainda, viagens a Porto Rico e Israel. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de novembro de 1964. Todas as vezes que lemos suas poesias, entramos no seu mundo encantado, brincamos com a Cecília em nosso coração.


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